Revista Galwan 2019
A partir da grave questão fiscal enfrenta- da pelo governo nos últimos anos, torna-se imperativo adotar medidas para que o mer- cado de capitais absorva parcelas maiores do financiamento de setores como transporte, te- lecomunicações, energia elétrica, saneamento e construção civil. Todos esses segmentos ca- recem de grande aporte de investimentos para atender às demandas de bem-estar social e vencer as deficiências que impactam a produ- tividade brasileira. A escassez de fontes privadas de financia- mento de longo prazo faz com que grande par- te das empresas se financiem majoritariamente com recursos próprios. Está aí um dos garga- los ao desenvolvimento econômico do Brasil. Em números oficiais, o mercado de capitais respondeu por 13,2% dos recursos que finan- ciaram os investimentos de empresas em 2017. O impulso foi dado pela baixa da taxa de juros, pela menor oferta de crédito público, além da queda de financiamento do BNDES. Em outras palavras, o protagonismo do mer- cado de capitais tem ocupado um espaço re- levante na economia brasileira, viabilizando as operações típicas de financiamento privado, tanto por meio de títulos, quanto de valores mobiliários. Além disso, tem impactado posi- tivamente os principais indicadores socioeco- nômicos do País. A essência dessas operações é canalizar a poupança da sociedade para suprir as neces- sidades das companhias por recursos. Dessa forma, ao fazer essa alocação de maneira efi- ciente, por meio de instrumentos que atendam demandas específicas de investidores e empre- sas, o mercado de capitais gera benefícios para toda a sociedade, a começar por um retorno mais adequado ao risco de projetos de investimento. Forma-se, assim, um ciclo virtuoso que esti- mula a disponibilidade de capital, proporciona liquidez para empresas e investidores, oferece prazos adequados para pagamento de dívidas, reduz o custo de capital e, consequentemente, melhora as taxas de retorno dos investimentos. A economia brasileira já conta com um mercado bem organizado em pleno desen- volvimento, com infraestrutura e aparatos regulatório e autorregulatório adequados e reconhecidos internacionalmente. Esse de- sempenho tem contribuído para o fomento ao financiamento de longo prazo em uma economia que precisa urgentemente viabili- zar maiores taxas de investimentos. A escassez de fontes privadas de financiamento de longo prazo faz com que grande parte das empresas se financiem majoritariamente com recursos próprios. Está aí um dos gargalos ao desenvolvimento econômico do Brasil.” ECONÔMIA R e v i s t a G a l w a n • 111
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