Revista Galwan 2019

INSTITUCIONAL P roduzir energia de uma forma que não degrade a Terra, polua o ar ou modifi- que ecossistemas inteiros com a cons- trução de barragens é um dos grandes desafios da atualidade. E, na busca por fontes de energias renováveis, muitos já começaram a investir em energia solar fotovoltaica, que é a obtida através de placas com material semi- condutor, a chamada célula fotovoltaica. Além da sustentabilidade, a economia na conta é um dos grandes atrativos para quem pensa em contratar um projeto desses. Depen- dendo do investimento, a redução pode variar de 50% a até 95% do valor. A Galwan já utiliza em seus empreendimentos a estratégia de compensação de energia com a concessionária. “Basicamente, os condomí- nios mais modernos são geradores de créditos que diminuem o valor na conta de energia da área comum”, explica Guido Agrizzi, engenheiro eletricista com especialização em energia fo- tovoltaica da AIG Solar, um dos responsáveis pela instalação de energia solar fotovoltaica nos empreendimentos da construtora. Ele explica que o investimento é a médio prazo. “A cada R$ 1 mil que se pretende eco- nomizar, é necessário investir R$ 40 mil. E as vantagens? Bom, nas residências, há a valori- zação do imóvel, agregando valor àquela mo- radia, a economia de energia por 30 anos e sem manutenção”, destaca. No caso de projetos individuais, para quem quer instalar um painel de energia solar resi- dencial, o sistema ideal, segundo Agrizzi, é pen- sado a partir do consumo de energia e da área de cobertura que se quer abranger. O clima tropical, que cobre quase todo o país, proporciona grande incidência de sol qua- se o ano todo e é um aliado dos projetos foto- voltaicos, que geram energia a partir da incidência do sol. “Janei- ro é o mês mais produtivo e junho, o menos”, diz o engenheiro. Após a contratação de um projeto, em cada residência é instalada a quantidade de placas necessárias para o consumo médio identificado. No fim do mês, quando chega a conta da concessionária de energia, o mora- dor acaba pagando, quase sempre, apenas as taxas de conexão com as redes de energia, a taxa de iluminação pública e continua utili- zando tudo o que requer energia elétrica para o seu funcionamento como ar condicionado, chuveiro quente e todos os eletrodomésticos. O sistema possui até 30 anos de vida útil e a manutenção requerida é, basicamente, cuidar da limpeza dos módulos. Ao longo do tempo, a sujeira acumulada pode afetar o rendimento dos painéis, mas a limpeza é muito simples, já que apenas a utilização de água já é o bas- tante para deixá-los limpos. Diretor da Solvix Energia Solar, Washington Costa, diz que o motivo da energia fotovoltaica ser considerada uma fonte limpa é porque a cada quilowatt-hora (KWh) gerado por fontes de energia alternativa, como a energia solar, são economizados 3.600 litros de água nos reservatórios das hidrelétricas, que são hoje as principais produtoras de energia no Brasil. SUSTENTABILIDADE R e v i s t a G a l w a n • 117

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