Revista Galwan 2019

pode fazer é ajudar a administração, a ges- tão, a entender melhor os produtos que mais vendem na empresa, a ter mais informação, a ter mais ferramentas para ajudar e, principal- mente, a aumentar a experiência do consumi- dor no site da empresa. É isso que a platafor- ma de e-commerce pode e se propõe a fazer. Uma plataforma de e-commerce não aumen- ta a venda. Ter um e-commerce não significa aumento de vendas. Acho que isso é muito im- portante ficar claro. COMO VOCÊ AVALIA A MATURIDADE DO E-COMMERCE BRASILEIRO EM RELAÇÃO AO RESTANTE DO MUNDO? A maturidade do e-commerce brasileiro, hoje, deve estar chegando à puberdade. Está per- to da adolescência. É um mercado que repre- senta 6% a 7% do varejo nacional e tem muito para crescer. Só para comparar, o mercado americano chega a 20% para mais. Esse é um mercado que está crescendo muito, prin- cipalmente pela “banquerização”, por causa dos consumidores mais jovens e das compras com cartão de crédito que é a principal ferra- menta de pagamento, hoje, online. As pessoas estão cada vez mais digitalizadas. Esse é cada vez mais o cenário do e-commerce brasileiro. DO PONTO DE VISTA DO ATENDIMENTO, QUAIS TECNOLOGIAS/TENDÊNCIAS VOCÊ APONTARIA COMO “DO FUTURO”? Acho que o futuro é de centralização de atendi- mento com as empresas tendo, cada vez mais, parceiros atendendo seus clientes e funcioná- rios especializados em atendimento. Atender cliente é uma arte e algo muito importante em qualquer negócio. Acredito que no futuro, na minha visão um pouco ousada, vamos ver vá- rios especialistas em atendimento de uma, duas empresas e, com isso, serão verdadeiros “resol- vedores” de problemas desses clientes. Acredito nesse movimento para o futuro. Vejo também a inteligência artificial entrando não para subs- tituir o homem, mas sendo usada para diminuir o número de atendimentos, sendo uma solução para pequenos problemas. A pessoa focaria em atendimentos que precisam realmente da interação humana. COMO EVITAR O FRACASSO NO COMÉRCIO ONLINE? É preciso se especializar muito em logística, en- tender que se está vendendo experiência. É pre- ciso criar uma experiência para o seu usuário e usar a internet para vender e não vender pela internet. Nunca deixar a loja passiva. Sempre fazer com que a loja chegue até o cliente final, usando a inteligência para atrair, para nutrir e para reter o seu cliente. COMO UM EMPREENDEDOR DO MUNDO DIGITAL, QUAL É A LIÇÃO MAIS IMPORTANTE QUE VOCÊ APRENDEU? Acho que umas das lições que eu mais gosto de passar é a dos meus parceiros Tallis Go- mes, que disse: “Feito é melhor que perfeito” e do Bruno Nardon “Não existe conforto na zona de crescimento e não existe crescimento na zona de conforto”. Acho que são duas fra- ses fortes que mostram que a velocidade está ligada à inovação. Hoje, quanto mais ágeis os negócios se tornam, se constroem sem perder a agilidade e mais poderosos eles são. QUAIS OS MAIORES ERROS E ACERTOS QUE AS EMPRESAS COMETEM AO VENDER SEUS PRODUTOS? Um dos maiores erros que as empresas cometem é a falha na comunicação com os seus clien- tes e é aí que entra a dificuldade em conseguir ENTREVISTA R e v i s t a G a l w a n • 27

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