Revista Galwan 2019
D epois da tempestade vem a bonança. O dito popular reflete bem o atual cenário econômico do Brasil após a crise econômica entre os anos de 2014 e 2017. Finalmente, o mercado imobiliá- rio – um dos maiores termômetros da econo- mia brasileira – retomou o crescimento e segue aquecido com previsões promissoras de evo- lução. De acordo com estimativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), somente em 2019, as vendas e lançamentos de imóveis residenciais devem crescer cerca de 15%, alavancado, principalmente, por imóveis de médio e alto padrão. O presidente da CBIC, José Carlos Martins, aponta que o mercado segue apresentando resultados positivos, principalmente, quando comparado com o mesmo período do ano pas- sado. “O que tem se observado é que ao longo do tempo existe um crescimento lento, gradual, mas constante. Apresentamos um crescimen- to, nos últimos dois anos, de 30%. E desse ano para o ano passado o trimestre foi em torno de 10%”, comenta. A Reforma da Previdência, aprovada em plenário na Câmara dos Deputados no mês de julho de 2019, foi defendida por Martins como condição necessária para restabelecer a confiança do em- preendedor e fomentar a retomada do investimento. “O país precisa voltar a ter previsibilidade para buscar o de- senvolvimento. É preciso ter regras para que as empresas possam ava- liar o risco e apostar na geração de empregos”, diz Martins. O presidente da Associa- ção de Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES), San- dro Carlesso, concorda com o posicionamento da CBIC e defende o papel das reformas tribu- tária, previdenciária e trabalhista, necessárias para o crescimento do mercado imobiliário. Outro fator político que influencia o grau de confiança dos investidores e aumentou o grau de confiança foi a publicação da Lei 13.786/18, que trata sobre incorporações imobiliárias e distratos. A legislação dá mais segurança ju- rídica às construtoras e incorporadoras, ga- rantindo previsibilidade de caixa para novos projetos, sem perder de vista a saúde finan- ceira do negócio. Financiamento Movimentos das entidades financeiras tam- bém contribuem para um horizonte positivo no segmento de imóveis. A Caixa Econômica, por exemplo, aumentou o teto para financia- mento de imóveis na modalidade do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) (voltado para espaço de médio e alto padrão), passando de R$ 800 a R$ 950 mil, no final de 2018, para R$ 1,5 milhão em todo o Brasil. Além disso, banco privados, como o Bra- desco e o Santander, seguem criando mo- dalidades de crédito para fazer frente aos juros praticados pela Caixa. Outro ponto importante a ser observado nesta conta, é a taxa básica de juros (Selic) que se mantém controlada, gerando condições de financia- mento melhores. A expansão de mercado de imóveis corpo- rativos é uma tendência que aquece os motores da economia. Dados da NAI Brazil apontam alta de quase 270% da ocupação de imóveis corporativos, somente em São Paulo. INSTITUCIONAL R e v i s t a G a l w a n • 31
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