Revista Galwan 2019

Estados Unidos, o que pode ser chamado de “airbags antiquedas”. Foram mais de 10 anos de pesquisas até desenvolver o acessório que tem como principal objetivo proteger os quadris, em situações de quedas, por ser uma região que fica mais frágil com o avanço da idade. O cinto é colocado na cintura e tem senso- res que ativam as bolsas do airbag ao perce- ber que a pessoa vai cair. Com isso, a empre- sa alega que é reduzido o risco de fraturas de quadril e de fêmur. COMO FUNCIONA? O princípio de funcionamento dos airbags é relativamente simples. Em um carro, que já oferece modelos equipados com a tecnologia para segurança há alguns anos, em caso de colisão, as bolsas de ar se inflam para ame- nizar o impacto do corpo dos ocupantes con- tra partes do interior do veículo. O que a He- lite fez foi propor o mesmo conceito para a proteção pessoal. Hip’Air, descrito como o primeiro airbag “de vestir”, é usado como uma pochete e seus sensores podem detectar uma eventual queda e inflar as bolsas numa velocidade de 80 mi- lissegundos. Assim, uma queda será amorteci- da em até 90%, de acordo com a fabricante. O sistema promete ser muito mais eficaz que enchimentos já usados por idosos ou por pessoas que tenham fragilidade nos quadris. Esses enchimentos, no geral, absorvem ape- nas 10% do impacto. O Hip’Air pesa em torno de um quilo e co- meçou a ser vendido na Europa em março do ano passado e nos Estados Unidos, em setem- bro. O preço é em torno de US$ 790, cerca de R$ 3.190,00 em conversão direta. Ain- da não há previsão do equipamento começar a ser comercializado no Brasil, mas ele pode ser importado. CARACTERÍSTICAS O Hip'Air parece um canguru, mas está reple- to de sensores, uma bateria, bolsas de ar e um cartucho de ar. Quando o sensor detecta uma queda, os airbags são inflados para amortecer a queda. A bateria do Hip'Air tem duração de uma semana e foi projetada para ser reutilizada. O equipamento foi desenvolvido depois que um dos fundadores da Helite viu de perto os efeitos de um quadril fraturado que um de seus parentes sofreu. A empresa tem trabalhado em algumas casas de repouso na França para aperfeiçoar o produto. TECNOLOGIA 52 • R e v i s t a G a l w a n

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