Revista Galwan 2019

ARTIGO O QUE AS mulheres PRECISAM SABER sobre os homens Que a delicadeza da alma feminina se dedica muito mais às percepções do outro. Nós sabemos sobre os gostos, fragilidades, necessidades, von- tades e dificuldades dos nossos parceiros, - eles não sabem e não se interessam muito sobre nós. Sendo a mulher um ser de mistérios, pois ela deseja algo que ela não anuncia, e, sendo o ho- mem difícil e desinteressado a perceber o outro, o destino desse desencontro e dessa desatenção é a fúria feminina e a incompreensão masculi- na: “do que ela está falando? Eu não percebi o quê? É uma charada? Melhor deixar para lá”. Isso está ligado à imaturidade emocional e relacional deles. Os homens estarão mais infan- tilizados nesses aspectos primordiais do universo emocional feminino e por consequência mais apegados às suas mães. O apego exagerado à mãe afasta-o da fi- gura e da identificação com o “macho-mor” - o pai. O distanciamento do menino com relação ao pai, já que este não é atencioso, causa uma junção afetiva singular e cortês entre o filho e a mãe como forma de recompensa e escape da solidão dos dois. Os homens não são dedicados em atenção às esposas, e não dão o exemplo e reforçam o apego dos meninos às suas mães. O círculo vicioso da desgraça do amor desatencioso se- gue vitimando os filhos e os meninos, e, como fruto dessa miséria, as mulheres se envere- dam infelizes em relacionamentos solitários com homens zumbis. Assim, as mulheres precisam saber que um cara regredido emocionalmente e com essa dependência materna precisará de uma fêmea bem fêmea, e que não goste da ideia de botar ninguém no colo, e que o estique até os extremos de sua masculinidade, varonilidade e macheza. Por fim, as mulheres precisam saber que, se tem a intenção de colocar o homem com tal comportamento no eixo, desistam. Essa ideia escraviza e altera patologicamente o eixo cen- tral e saudável da relação. Você é esposa, não é mãe dele, não tem o dever ou obrigação de educá-lo para um relacionamento adulto, pro- fundo e abundante. O lugar de inculcação des- ses conceitos e exemplos será sempre no lar de origem deles. Por GINA STROZZI, PSICÓLOGA, ESCRITORA E DOUTORA PELA PUC-SP 92 • R e v i s t a G a l w a n

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