Revista Galwan 2019
O QUE OS homens PRECISAM SABER sobre as mulheres Quando elas dizem que precisam conver- sar - e, geralmente, os homens se posicio- nam calados aguardando que por um passe de mágica o problema ou conflito desapare- ça e tudo retorne à normalidade cálida -, as mulheres têm uma necessidade de verbalizar e reviver a emoção que lhes causa angústia. Discutir a relação é especialidade das mulhe- res. Cada detalhe, cada nuance precisa ser exposto de forma exaustiva até o esgotamen- to e esvaziamento do incômodo. Sim! Mulhe- res guardam em segredo o que lhes é revela- do no emburramento, no mal humor típico, no bico, no não-me-toque, no silêncio. Quando a mulher emudece é que mais carece falar! Mulheres possuem uma memória com registros de predileção e fixação na dor que gera ago- nia. As mulheres sabem bem que a amargura é o demônio psicológico que mais conhece o caminho dos seus corações e da alma que vive em choque, em crise, em indignação e revolta! A imagem comum ao universo das entra- nhas do feminino, é: já no carro para via- jar, sentada no lugar do passageiro, estrada longa pela frente, o parceiro tenta segurar e tocar-lhe a mão - ela recusa -, olhar perdido em cada curva, sobe-lhe à frente dos olhos cenas e imagens como reais e hipnotizantes das pequeninas coisas... a mulher é como que transladada por figuras magnetizadas das agressõezinhas malvadas diárias, dos gestos de afeto retidos, dos ciúmes provocados como vinganças raivosas típicas da insegurança masculina, das mensagens pegas na tela blo- queada do celular e mal explicadas que guar- dam incertezas, interpretações ao léu, falta de fé no par, inseguranças, tremores, dores no estômago, flagelos suspirantes e insônias... tudo, tudo saltam-lhe os sentidos e os pen- samentos emergem nos humores que podem fazer despejar aquilo que fere, ou se levantar em prantos como algozes punitivos, autopuni- tivo dos lembretes insistentes que zelam pelos mais asfixiantes registros de enfurecimento. Mas, qual a solução? Permitam-se a si mes- mos conversas como arenas em potenciais de tratar, fazendo cessar as arapucas psi- cológicas e fantasiosas que engessam o pensar para o ‘bem’ sentir. A voz feminina como auto cura! ARTIGO R e v i s t a G a l w a n • 93
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