Revista Galwan 2019

U m comando de voz e é possível acen- der e apagar luzes; ligar a TV e esco- lher um conteúdo para assistir; ativar aparelhos eletrodomésticos; fechar cortinas; enviar mensagens, entre outras di- versas ações. De uma forma simples, a Internet das Coi- sas (tradução da expressão Internet of Things – IoT) é o modo como os objetos físicos estão conectados e se comunicando entre si e com o usuário, através de sensores inteligentes e soft- wares que transmitem dados para uma rede. É como se a casa, o escritório ou um ambien- te se tornasse um grande sistema nervoso que possibilita a troca de informações entre dois ou mais pontos. Mas de que “coisas” estamos falando? Li- teralmente, qualquer coisa. Desde um relógio ou uma geladeira, até carros, máquinas, com- putadores e smartphones. Qualquer utensílio pode, teoricamente, entrar para o mundo da Internet das Coisas. Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes), consultor e pesquisador nas áreas de Segu- rança Digital e Computação Forense, Gilberto Sudré, explica que a ideia da Internet das Coi- sas é conectar dispositivos que estão ao nosso redor para que eles possam, de alguma ma- neira, interagir com as pessoas e entre eles, podendo acessar bancos de dados e serviços de informação na Internet para fornecer ajuda. “Estes dispositivos podem coletar informa- ções via áudio, vídeo ou sensores e responder a estes estímulos. Os dispositivos possuem o que chamamos de computação embarcada que são programas que definem como será o comportamento do aparelho diante de situa- ções”, esclarece Sudré. A conectividade é o que permite que os dispositivos interajam entre si e com serviços disponíveis na Internet. Sem a conectividade, os aparelhos não teriam as funções e recursos suficientes para seu funcionamento. Dispositivos conectados conversam entre si para nos dar mais conforto, produtividade, informação e praticidade em geral. Seus usos podem abranger monitoramento de saúde, for- necimento de informação em tempo real sobre o trânsito da cidade ou o número de vagas dis- poníveis em um estacionamento e em que dire- ção elas estão, ou até mesmo recomendações de atividades, lembretes, ou conteúdo em seus dispositivos conectados. Coisas do cotidiano se tornam inteligentes e têm suas funções ampliadas por cruzamento de dados. É o que acontece quando um assis- tente virtual cruza dados dos seus dispositivos conectados para informar, mesmo que você não tenha pedido, o tempo que você levará para chegar ao trabalho quando você senta no seu carro para sair de casa. Isso não acontece por magia, mas sim pela interconectividade dos dispositivos inteligentes ao redor; ou seja, pela Internet das Coisas. O assistente conhece sua rotina, e dado o horá- rio, dia da semana, sua localização por GPS, conexão (ou não) ao Wi-fi de casa, a conexão ao Bluetooth do carro no momento específico e ao fato de que esse cenário se repetiu mui- tas vezes, ele aprendeu que é muito provável que você esteja indo para o trabalho de car- ro e informa quanto tempo você vai demo- rar para fazê-lo. “A conexão desses dispositivos com a Inter- net se dá através de redes Wi-fi, 3G, 4G ou re- des específicas como LoRa. O tipo de conexão com a Internet vai depender da infraestrutura disponível onde o dispositivo estiver instalado”, destaca Sudré. Andy Stanford-Clark, engenheiro na IBM, que é um dos idealizadores da Internet das Fernanda Coutinho TECNOLOGIA R e v i s t a G a l w a n • 95

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