Revista Galwan 2020

ELAS VIERAM para CERVEJAS ARTESANAIS CERVEJAS ARTESANAIS E la é a bebida alcóolica mais consumi- da no mundo e também a número um no coração dos brasileiros. Sim, esta- mos falando da cerveja. E os aman- tes da bebida estão cada vez mais exigentes e não querem mais só tomar uns goles “estu- pidamente” gelados. O tradicional estilo Pilsen vem dividindo espaço com os diversos aromas e sabores das cervejas artesanais. Exigente, o apreciador da bebida quer saber onde, como e quem faz sua cerveja, matérias-primas uti- lizadas, estilo e muito mais. Diferente das grandes cervejarias, que cos- tumam fabricar a bebida com insumos como milho e arroz, além de aditivos químicos, a cer- veja artesanal, em sua maioria, tem teor alcoó- lico derivado da fermentação de ingredientes como cevada, trigo, centeio e aveia, ou até mesmo frutas, ervas e especiarias. “É um vas- to mundo, com possibilidades de harmonizar a bebida com diversos pratos. É uma volta à cerveja de verdade, ou seja, aquela feita para ser apreciada”, considera o sommelier de cer- vejas, Hudson Ruela. O Brasil é o terceiro produtor de cerveja do mundo, perdendo apenas para China e Es- tados Unidos. Segundo Flávio Barone, único mestre-cervejeiro do Espírito Santo formado na Alemanha, o mercado brasileiro de cerveja produz 14 bilhões de litros da bebida por ano, o que movimenta cerca de 100 bilhões de reais por ano, aproximadamente 2% do PIB. Deste total, as micro cervejarias, que são em gran- de parte as responsáveis pela fabricação de cervejas artesanais, produzem 380 milhões de litros, liderado pelo estado do Rio Grande do Sul, seguido de São Paulo e de Minas Gerais. “A cerveja brasileira não fica devendo em nada a qualquer outra”, garante Barone, que também é proprietário do mais tradicional espaço de cer- vejas do Espírito Santo, a Casa do Cervejeiro. Com o objetivo de agradar paladares exigentes, o mercado das cervejas artesanais segue em franca expansão, inclusive no Espírito Santo Marília Marques ficar A Baden Baden é uma das pioneiras no Bra- sil na fabricação de cer- vejas artesanais. Nascida em 1999, se consolidou como uma das grandes marcas do mercado, e a visita à fábrica já faz parte do roteiro turístico de Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira, interior de São Paulo. Aqui no Espírito Santo não é diferente. Se- gundo levantamento da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva-ES), seccional Espírito Santo, o Estado conta com 33 cerve- jarias artesanais. A bebida tem sido apreciada não só nos lares dos capixabas, como também chegou aos bares, pubs e supermercados. Cervejarias daqui, como Kingbier, em Vila Velha; Else Beer, em Viana; Barba Ruiva, em Domingos Martin; e Altezza, em Venda Nova do Imigrante, são bem conhecidas e têm fá- bricas próprias. A Else Beer, produzida por José Olavo Médi- ci, na região rural de Pedra Mulata, é a primeira cervejaria artesanal do Espírito Santo, inaugu- rada em 2012, e também a primeira capixaba a obter registro no Ministério da Agricultura. 54 • R e v i s t a G a l w a n R e v i s t a G a l w a n • 55

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