Revista Galwan 2020

Com capacidade para produzir 4,5 mil li- tros de cerveja por mês, a Else Beer trabalha com seis estilos, com destaque para a Witbier, cerveja de trigo estilo belga, que leva casca de mexerica, pimenta rosa e coentro em grão, e para a Red IPA, cerveja lupulada e de cor aver- melhada. “A grande diferença da cerveja arte- sanal é a qualidade e não a produtividade! Não usamos nenhum aditivo químico. Todo processo de produção é manual. As nossas cervejas le- vam de 25 a 45 dias para ficarem prontas para o consumo”, destaca José Olavo. E por falar em pioneirismo, a Kingbier, que fica em Riviera da Barra, em Vila Velha, foi a primeira cervejaria capixaba a abocanhar uma medalha no Concurso Brasileiro de Cervejas, realizado durante o Festival Brasileiro de Cer- vejas, em Santa Catarina, em 2017. A Siciliana foi o rótulo premiado, uma White IPA com adição de limão siciliano e que possui 5,7% de teor alcoólico. A produção da King- bier pode chegar até 12 mil litros por mês, sen- do uma das maiores cervejarias artesanais do Espírito Santo. INICIANTES Quem quer se iniciar na variedade da cerve- ja artesanal pode se sentir perdido por onde começar e com as vastas opções disponí- veis no mercado. Adepto do lema “Beba menos, beba melhor”, o mestre-cervejeiro Flávio Barone indica para os iniciantes estilos leves e suaves como Wit- biers e Pale Ales. “O típico bebedor de Pilsen está acostumado a beber cerveja para matar a sede. Se ele começar por estilos de cerve- jas complexos, provavelmente não vai gostar, vai achar a cerveja ´pesada´ ou amarga de- mais”, esclarece. Outra dica é apreciar com calma, dando goles menores e mais lentos, percebendo os atributos da bebida. Também fique de olho na graduação da cerveja: nem todas têm 4,5% de álcool e isso faz diferença em um churrasco, por exemplo. A cor âmbar da garrafa tem um motivo: o vidro marrom impede que o líquido seja exposto ao sol. Então, mantenha sua cer- veja longe da luz. TURISMO CERVEJEIRO CAPIXABA Sentar em um lugar agradável, comer bem, es- colher uma cerveja especial. Esse ritual faz parte da realidade de muitos turistas que “sobem” a região serrana do Espírito Santo, mais conhe- cida como “Montanhas capixabas”, em busca de boa gastronomia, do clima agradável, das belezas naturais, de eventos culturais de qua- lidade e, também e talvez, principalmente, de uma boa cerveja. O roteiro tem até nome: “Rota da cerveja artesanal” e inclui seis cervejarias: a Azzurra, na Rota do Lagarto; a Altezza em Venda Nova do Imigrante; a Ronchi Beer, em Pedra Azul; a Dus Grillo, em Vargem Alta; e a Barba Ruiva e a Trarko, em Domingos Martins. Todas têm horário de visitação e degustação de cervejas. Fica a critério do visitante decidir se vai a todas em um único dia ou conhece os estabelecimentos em várias viagens. A Altezza, que em italiano significa altitu- de, é privilegiada por, de qualquer lugar, ser possível avistar a Pedra Azul, símbolo máximo da região. Ela conta com 11 estilos de cerve- jas, com destaque para a Pérola Negra (uma CERVEJAS ARTESANAIS CERVEJAS ARTESANAIS 56 • R e v i s t a G a l w a n R e v i s t a G a l w a n • 57

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