Revista Galwan 2022

40 • R e v i s t a G a l w a n TECNOLOGIA TECNOLOGIA Não são apenas as redes sociais que têm mais informações sobre nós do que gostaríamos. Um único endereço de e-mail é o suficiente para sermos rastreados por diferentes empresas. Porém, a Lei Geral de Proteção de Dados tem o desafio de provar que o mundo digital não é terra de ninguém F ake News, clonagem de dados e golpes são alguns dos problemas enfrentados na era digital. De tempos em tempos surgem escândalos envolvendo gigan- tes como Facebook, WhatsApp e até mesmo o Google e ganham destaque no noticiário quan- do o assunto é invasão de privacidade. Alguns aplicativos que usamos em nossos aparelhos celulares, tão presentes em nossa rotina, podem coletar mais dados sobre nós do que gostaríamos. Os stalkerwares ou spywa- res, por exemplo, são aplicativos espiões que, quando instalados, pegam informações pes- soais que são transferidas a terceiros, podendo facilitar roubos de senhas de e-mails, de redes sociais, de cartões de crédito e até acessar in- formações salvas no celular como fotos, con- versas, histórico de busca, acesso à câmera e ao microfone do smartphone. Prova de que os criminosos digitais não dor- mem no ponto é o golpe do "WhatsApp clona- do". É difícil conhecer alguém que não tenha caído. E não é sempre que utilizam softwares maliciosos. A conta do aplicativo de mensa- gens pode ser clonada por meio de código de verificação ou até burlando o mecanismo das operadores de telefonia copiando o chip do dispositivo. Mas o que essas grandes empresas podem realmente saber sobre nós? Como podem usar nossos dados? Há uma forma de se proteger? O consultor em tecnologia, Eduardo Pinhei- ro, especialista em segurança digital, acredita que as gigantes da tecnologia estão cada vez mais agressivas em suas políticas de coleta de dados pessoais. “Sistematicamente vêm alterando seus termos de uso para que o usuário, mesmo sem ler na íntegra, con- ceda autorização para que seus dados pessoais e toda a sua atividade online possa ser coletada”, afirma. Segundo ele, com o consentimento do usuá- rio, mesmo sem ter conhecimento aprofunda- do do que informa, as empresas colhem nos- sos dados pessoais, identificam com quem nos relacionamos, de nossas atividades online e também de nossas preferências de consumo. “Todas essas informações, na era da informa- ção, valem mais que petróleo. Não é à toa que os maiores especialistas do mundo dizem que o dado pessoal é o petróleo da sociedade da era da informação”, reflete. VAZAMENTO DE DADOS A especialista em marketing digital, Rafaela An- drade, alerta que a questão de privacidade e de coleta de dados vai muito além das redes sociais. Outras empresas como bancos, farmácias, su- permercados e e-commerces também podem saber muito mais sobre nós do que pensamos. PRIVACIDADE digital R e v i s t a G a l w a n • 41

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