Revista Galwan 2022

está a lapiseira que marca o início da atuação como redator, em 1998. “Como não atuo mais na área, essas lembranças se tornam ainda mais especiais e significativas”, pontua. Gian pode se orgulhar de ter acumulado muitas premiações na carreira que, claro, não poderiam ficar sem um espaço na parede. Além de formado em Publicidade, ele também é gra- duado em Sistemas de Informação pela FIAP, considerado o centro de excelência em tecno- logia mais respeitado do Brasil. Foi ao apre- sentar seu projeto final do curso que recebeu o reconhecimento máximo, representado por um shape de skate. “Desenvolvi um projeto es- pecial de emolduramento para ele, que conta com uma iluminação de LED”, explica. O interesse por arte começou pelas charmo- sas e inspiradoras ruas de Saint Paul de Vence, no Sul da França, vilarejo medieval europeu, que poucas pessoas conhecem e ouvem falar, mas, segundo ele, que tem um potencial artís- tico enorme, vivendo em função dele. “Foi ali que me vi imerso na apreciação da arte e de- cidi que seria o momento de investir em algo neste segmento”, lembra. Obviamente, ele não poderia deixar de marcar essa nova etapa com um item colecionável. Desenvolveu um quadro com o quebra-cabeça cujo desenho representa o local e a moldura é tratada a ouro 18k. Em uma boa coleção, geralmente não po- dem faltar artigos que representem viagens marcantes. Por isso, Gian também guarda com carinho as edições especiais dos bonecos Su- per Mario e Walter White, da série Breaking Bad, adquiridos na Comic Con, em San Diego, na Califórnia. “Passei um tempo conhecendo a região e tive a oportunidade de participar da conferência, que é um marco para quem curte entretenimento. Na época, esses bonecos foram vendidos especialmente para o público presente por um valor simbólico. Hoje, acredito que eles possam custar em torno de U$S 300 dólares (aproximadamente R$ 16.00,00)”. Uma coleção das coleções. É assim que Gian Zucoloto define um dos quadros que melhor exemplifica o seu atual status profissional. “Nós criamos um emolduramento especial e exclusivo que reúne quinas de molduras já desenvolvidas para clientes. É como se a minha história se en- trelaçasse com as histórias de todas as pessoas que passam pela galeria. Não há nada mais especial do que saber que, de alguma forma, contribuímos para que elas eternizem momen- tos inesquecíveis da vida”, celebra. Gian Zucoloto com dois itens de sua coleção, entre eles o prêmio da FIAP. passatempo, é uma forma de exercitar o cérebro e mantê-lo sempre ativo, prevenindo doenças mentais. É algo que recomendo para todos”. Em novembro de 2020, a colecionadora se tornou uma das primeiras pessoas do Bra- sil a ser convidada para visitar uma fábrica de quebra-cabeça. O destino foi Aparecida do Tabuado, Mato Grosso. Na lista para este ano, Aldy incluiu adquirir o maior quebra-cabeça do mundo, com 52.110 peças, e realizar a montagem de um com 24 mil peças, já comprado em uma loja do México. HISTÓRIAS DE VIDA EM FORMATO DE COLEÇÃO Uma coleção que une não uma sequência de objetos do mesmo tipo, mas variados, com algo em comum entre eles: histórias e valor sentimental agregado que dispensam altos investimentos. Um dos adeptos dessa modalidade é o empresário e publicitário Gian Zucoloto, que atua em uma galeria de arte e emolduramento localizada na Praia do Canto. Aliás, é nela que estão expostos destaques de seu acervo, objetos da trajetória pessoal e profissional em formato de quadros. Segundo ele, o interesse por guardar coisas que fossem memoráveis e importantes existe desde a infância. “Quando criança, tinha uma coleção de chaveiros dada pelo meu pai. Foi quando tudo começou. Na minha mudança de São Paulo para Vitória, no entanto, acabei per- dendo esse acervo. Esse foi um dos motivos para que começasse a colecionar itens importantes da minha vida, seja de viagens, visitas ou acon- tecimentos marcantes. Isso faz eu me recordar sempre de quem eu sou, do meu esforço e o que me trouxe até o atual momento”, lembra. Um dos maiores orgulhos de Gian é o dis- co original, raro – e icônico - Abbey Road dos Beatles, adquirido por seus pais na década de 70, época de lançamento. “É uma herança de família. Todo conhecimento musical e en- sinamentos que recebi dos meus pais são re- presentados por esse vinil, que fiz questão de emoldurar. No verso dele está gravado o nome dos dois. Uma grande recordação”, destaca. Objeto que marcou a infância de muitas pessoas, a pipa tem um significado especial para Gian, sendo um dos primeiros quadros produzidos por sua galeria. O processo arte- sanal e handmade do brinquedo sempre en- cantou o empresário e marcou os bons tempos de criança, em que dedicava um tempo para confeccioná-lo. Um dos pontos altos da atuação de Gian como publicitário foi a participação no 60° Festival de Cannes, em que foi premiado. A caneta usada durante a premiação virou um quadro, presente de sua antiga equipe, quan- do ainda atuava em São Paulo. Junto com ela Gian Zucoloto com o raro disco dos Beatles e boneco adquirido na Comic Con MEMÓRIAS MEMÓRIAS 48 • R e v i s t a G a l w a n R e v i s t a G a l w a n • 49

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