Revista Galwan 2019
44 • R e v i s t a G a l w a n manhã depois de 11 anos, pois com três filhos isso começou a ficar inviável. Sempre tive o hábito de acordar cedo, e aí comecei a remar. Hoje, a gente faz questão de participar de todas as competições no Brasil. Ano passado fomos a única equipe brasileira classificada como elite para representar o país no Tahiti. Foi uma ex- periência incrível!”, diz. A equipe da qual Lara faz parte está clas- sificada para representar o Brasil nas cate- gorias 500m e 1000m Master no Mundial Sprint Hawaii 2020. Além de Lara Brotas, integram a equipe: Suzanne Emerich, Leticia Finamore, Tatiana Sgaria, Danielli Miranda e Sabrina Abbad. TREINOS Sócio fundador do Vitória Va’a e responsável pelos treinos da equipe, Vitor Gava destaca que a canoa é uma modalidade na qual a coletivi- dade e o espírito de união são fundamentais. A força está diretamente ligada à técnica e ao sincronismo das remadas. E ele garante: qual- quer pessoa que esteja apta a praticar exercí- cios físicos pode remar. Saber nadar ajuda bastante, mas não é fun- damental. Quem não sabe nadar, pode prati- car o esporte com o uso obrigatório de cole- tes salva-vidas. “As mulheres procuram muito essa moda- lidade, pois as transformações físicas aconte- cem de maneira rápida, como perda de peso corporal, diminuição de medidas, ganho da capacidade aeróbica, melhora na postura física, dentre outras. Qualquer pessoa pode remar, estando apta a praticar atividade fí- sica. Cada indivíduo começará a remar den- tro da sua limitação pessoal, do seu ritmo, de sua capacidade. Para começar, basta ir com roupa leve que possa molhar e muita vonta- de”, esclarece. Além de treinar equipes e de praticar o es- porte, a canoa havaiana também significa fa- mília para Vitor. Afinal, foi em meio às remadas que ele conheceu a esposa, com quem está junto há oito anos. O casal tem duas filhas gêmeas de quase três anos, que também já acompa- nham o papai e a mamãe em algumas remadas. DA NATAÇÃO PARA O REMO A designer de interiores Mariana Lugon co- nhecia a canoa havaiana de vista. Ela pra- ticava natação no mar de Vitória e via as embarcações ao longo do percurso. Um dia, ela resolveu experimentar. Hoje, rema às se- gundas, quartas e aos sábados com a equi- pe, além de frequentar a escolinha às terças e quintas-feiras. Mariana diz que os benefícios em sua ro- tina com as remadas são muitos. “Disposição de acordar cedo e de bom humor para treinar, além de mais responsabilidade com o grupo, porque na canoa todos têm uma função e im- portância pra fazer a canoa andar. O segredo é confiar no capitão, focar nos treinos e não deixar de treinar. Estamos todos aprendendo e evoluindo juntos”, descreve. Este ano, Mariana embarca para sua pri- meira competição na modalidade, em Ilha Bela, no litoral de São Paulo. ESPORTE
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