Revista Galwan 2020
COMPORTAMENTO O espírito é o que nos faz diferente das máquinas. Nós, seres huma- nos, somos entidades com neces- sidades especiais, com o desejo de compreender e ser compreendidos. O caminho da espiritualidade é exatamente aquele que dá plenitude e sentido à vida. Quem o segue, é ca- paz de enfrentar melhor os desafios e cumprir objetivos, afinal, além de um corpo e mente em equilíbrio, o espiritual tem esperança e acredita que a vida tem sentido. Mas no meio de tantos afazeres, a constan- te preocupação em conciliar vida profissional e pessoal, nutrir a espiritualidade tem ficado em segundo plano para muitos. É com base neste cenário que, cada vez mais as empresas ado- tam uma rotina que valorize esse conceito e o bote em prática com seus colaboradores, a fim de motivá-los dia após dia. Diferente do que se pensa sobre a espiritua- lidade, no entanto, ela não está relacionada à religião, que, por sua vez, é considerada apenas uma das ferramentas para se alcançar a plenitu- de na realização das tarefas diárias. Uma pessoa pode ser sábia, respeitosa, caridosa, resiliente e com atributos espirituais elevadíssimos, e, ainda assim, não estar vinculada a uma religião. A psicanalista, mentora e Coach de CEO’s e alta gerência, Giovana Carvalho, destaca já ter atendido muitos executivos brasileiros, bem como de diversas partes do mundo a exemplo de Es- tados Unidos, Líbia, Espanha e Bélgica. O que eles têm em comum? Segundo a especialista, to- dos eles, em um determinado momento, diante de um desafio ou uma decisão com grande im- pacto, precisam ser espiritualizados, lembrar dos valores que os norteiam quanto pessoas e pen- sar no impacto coletivo sem esquecer o respeito. “No século XXI, um grande líder empresarial precisa ser também um líder espiritual. É im- prescindível ouvir sua voz interior, ter sabedoria, acessar seus valores pessoais e respeitá-los, ter lealdade e amor por isso, assim como seguir seus propósitos. Fazer parte de uma comunidade e produzir algo que ele se orgulhe. As escolhas precisam refletir a essência”, explica. Não adianta querer crescer de uma forma ambiciosa semmaturidade. Acima de tudo, quem assume o topo deve compreender que cada co- laborador tem um propósito. Os indivíduos pre- cisam se sentir conectados às comunidades com as quais eles estão trabalhando e às empresas cabe respeitar isso. Para Giovana, a verdadeira organização es- piritualizada respeita o colaborador como uma entidade, que experimenta um sentido de pro- pósito e significado no trabalho. Ele deve ser considerado – e se sentir – uma peça funda- mental no processo. Ao passo em que o líder deve exercer funções como a de criar essa integração, compete ao fun- cionário compreender também questões como o fato de que eventos traumáticos podem vir a ocorrer, e não está na mão do empreendedor poupá-los dessas fragilidades e eventualidades. Ele, porém, vai se cercar de cuidados para que nada de fora da curva aconteça. Para que haja êxito na relação entre as par- tes, a especialista destaca a importância de o empreendedor sempre ressaltar e traduzir os valores da organização, se posicionar diante dos mercados e das pes- soas, mas, acima de tudo, levar à prática toda a teoria que co- locou no papel ao desenvolver a tríade: missão, visão e valo- res. Já para os colaboradores, o ideal é se aprofundar em conhecer os princípios da empresa – não só virtual- mente - e se são com- patíveis com os deles. COMPORTAMENTO alma GESTÃO COM A espiritualidade tem sido a chave para que as organizações motivem seus colaboradores e, consequentemente, alcancem sucesso em suas missões Thaís Tomazelli R e v i s t a G a l w a n • 105 104 • R e v i s t a G a l w a n
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