Revista Galwan 2020
O jejum é recomendado como forma de cura e transformação. Uma janela alimentar de pelo menos 12 horas por dia é benéfica a qualquer ser humano CÉREBRO-INTESTINO A incrível conexão @drareginarebello BEM ESTAR BEM ESTAR JEJUM AJUSTA O RELÓGIO BIOLÓGICO Horas seguidas de jejum, que podem variar de 12, 14 ou até 16 horas sem comer nada, ape- nas ingerindo alguns líquidos como água, café e chá sem açúcar ou adoçante são liberados por alguns nutrólogos, nutricionistas e médicos como fonte da longevidade a partir do ajuste do relógio biológico. Segundo Regina Rabello, médica de Medi- cina Integrativa, a história humana é pautada pela fome e não pelo excesso de alimentação. “O jejum é recomendado como forma de cura e transformação. Uma janela alimentar de pelo menos 12 horas por dia é benéfica a qualquer ser humano”, explica a médica. O jejum seria uma pausa necessária para o trato digestório. Entretanto, existem várias formas de jejuar, indo desde a restrição cris- tã, reduzindo em torno de 30% da ingestão total diária (períodos que podem variar de 14 a até 24 horas), que nestes casos é aconse- lhável acompanhamento médico, chegando ao jejum intermitente, com período de 12h a 16h sem ingestão de alimentos sólidos. Os benefícios com o jejum são inúmeros, como organizar a máquina humana, melhorar protocolos de emagrecimento, aumentar a sen- sibilidade à insulina, prevenindo doenças como diabetes, gordura no fígado e hipertensão. A prática também aumenta a secreção de GH (hormônio do crescimento), conhecido também como o hormônio antienvelhecimento, além de promover a autofagia celular (detox natural), le- vando à renovação celular, o que resulta em óti- mos resultados até para pacientes oncológicos. Na verdade, o jejum é defendido como um aliado da longevidade. O tema ganhou corpo depois que o Nobel de Medicina de 2016, o cientista japonês Yoshinori Ohsumi fez descober- tas sobre o mecanismo da autofagia, processo em que as células digerem parte de si mesmas, reciclando componentes danificados ou enve- lhecidos, fazendo a famosa faxina intestinal. Para a maioria, a forma mais confortável de fazer o jejum é alongando o período sem comer entre o fim da noite e a primeira meta- de do dia. Ou seja, entre a última refeição de um dia e a primeira do outro. O efeito não é apenas no peso, mas também no cérebro, já que ele faz com que as células entrem em um modo de proteção ficando mais resistentes a muitas doenças relacionadas à idade, segun- do dados do National Institute on Aging, do Departamento de Saúde Americano. Profissionais de saúde recomendam até 16h por duas vezes por semana. Mas esta prática precisa ser indicada e monitorada de acordo com a estratégia do paciente, para ser orien- tado principalmente nos níveis de hidratação. Ou seja, fazer jejum sem hidratar, nem pensar. O Institute of Lifestyle Medicine, vinculado à Universidade de Harvard, diz que já é provado que esperar a digestão completa dos alimentos melhora o metabolismo, diminui a gordura no sangue, evitando vários problemas cardíacos. R e v i s t a G a l w a n • 95 94 • R e v i s t a G a l w a n
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