Revista Galwan - 2023
teto da casa para provar que é possível fazer diferente. Invertemos os papéis e tiramos a pis- cina do chão e jogamos para o teto, invertendo também o ângulo de vista do observador que via a água de baixo para cima”, conta Solana. O tom cosmopolita da piscina veio também da oposição entre materiais, como madeira, o cimento queimado, as pedras e os acabamentos metálicos. Como protagonista, a piscina eleva- da com fundo de vidro, alcançou leveza con- ferindo ao espaço uma inusitada iluminação natural proporcionada pela refração da água. O projeto fez tanto sucesso que a reper- cussão chegou a ser internacional. O escritó- rio Anexo A ficou entre os 20 escritórios me - lhores do mundo com o projeto, no anuário da CasaCor 2019. “Hoje, percebemos que a piscina tornou- -se um diferencial nos projetos arquitetônicos a partir do momento que você traz um lazer para dentro de casa. Essa necessidade de ter uma piscina veio com mais força pós-pandemia quando os clientes passaram a estar mais ávidos por lazer dentro de casa”, acrescenta Solana. As piscinas, nos projetos arquitetônicos, es- tão tão imponentes que agregam outras fun- cionalidades como hidro, cascata, aquecimento passando a ter função de Spa. “Quando cria- mos uma piscina, criamos um conceito em volta oportunidades de crescer e de entregar mais produtos/serviços ao mercado. “O mercado brasileiro é grande demais. Quem entender o tamanho dessa oportunidade e conseguir es- tabelecer qual é o seu público-alvo, seu nicho de mercado e em quais locais pode atender bem vai crescer muito. Estar antenado com as redes sociais, entender o que é um marketpla- ce, entender como é uma logística de entrega e preparar a empresa para atuar em grande escala pela internet faz parte desse proces- so. Os empresários têm que ter essa visão de futuro para planejar o crescimento ou reto- mar os negócios. Quem romper as fronteiras da incerteza e tiver o raciocínio digital neces- sário vai conseguir encarar esse novo mun- do. Afinal, nós podemos estar em todo lugar desde que a logística nos permita chegar lá”, garante Juliana. Esse novo cenário tornou-se mais evidente na era digital, com o desenvolvimento acelera- do de ferramentas como lives, uso de platafor- mas como o Zoom e o Google Meet, o uso de IGTV, do e-commerce e até mesmo WhatsApp bussiness. “Temos muitos negócios sendo inter- mediados pelo WhatsApp. O aplicativo evo- luiu demais com ferramentas que vão desde carrinho de compra, gerenciamento de tarefas, respostas rápidas, recurso como catálogos e etiquetas até a organização da informação, mensagens de ausência e a produtividade do dia a dia. E, o melhor, é uma ferramenta gra- tuita”, diz Juliana. Tecnologias ajudam empresários a expandir negócios Atualmente, além do WhatsApp, platafor- mas como Teams, Zoom, Google Meet e Join.me têm sido usadas à exaustão para conectar funcionários, clientes e as em- presas entre si, além de fechar negócios. O uso de um sistema de Customer Rela- tionship Management – CRM – é um dos investimentos intensificados pelos gesto - res na pandemia para obter informações, gráficos e registros sobre o cliente, além de estreitar o relacionamento. “Os empresários precisam ter em men- te algumas ferramentas básicas nos ne- gócios. Eles devem, por exemplo, escolher uma boa rede social e fazê-la funcionar de forma clara, de modo que haja infor- mações e mecanismos para encontrar a do que queremos transmitir com ela. Tudo no meio arquitetônico são experiências, e a cada experiência estética projetada, alcançamos um resultado diferenciado. Atualmente, vamos fa- zer uma piscina com revestimento vermelha que traz a ideia de mistério e que combina com o perfil do comprador”, diz Solana. Para quem deseja inovar e ser cosmopolita, o sonho é possível. “A piscina, antes de tudo, além da beleza e glamour, tem que cumprir a função essencial de piscina”, finaliza a arquiteta. Segundo a especialista em Comunicação e Marketing Digital, Juliana Cost, a pandemia sa - cudiu o mercado empresarial. “Os empresários tiveram um desafio de flexibilidade e tolerância. Primeiramente, eles tiveram que se adaptar a uma realidade nunca vivenciada. Comparo a situação a um tsunami que, para lidar com ele, não podemos usar um rodo. É preciso pegar uma prancha e aprender a surfar. Isso requer habilidades de inovação, flexibilidade de ne- gócios, conexão com o mercado e, principal- mente, estar sereno para mudanças. E o ser humano, geralmente, não gosta de mudanças”, esclarece Juliana. Muitas empresas, que não conseguiram se adaptar à nova realidade, fecharam as portas e perderam seus clientes. Na contramão da crise, no entanto, algumas empresas tiveram ARQUITETURA ARQUITETURA Hotel Marina Bay Sans onde, no 57° andar, encontra-se a maior piscina de borda infinita no topo de um prédio no mundo. R e v i s t a G a l w a n • 31 30 • R e v i s t a G a l w a n
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