Revista Galwan - 2023

OBRAS DE ARTE CONTEMPORÂNEA Foram investidos 2 milhões em arte contempo - rânea. Ao todos são 21 obras selecionadas por meio do edital público aberto nacionalmente com recursos do Fundo de Cultura do Esta - do (Funcultura – ES), sendo 10 temporárias e 11 permanentes, de artistas de diversos estados do país. São eles: Ale Gabeira (ES); Tonil Braz (MG); Christina Bastos (ES); Elvys Chaves e Car - lo Schiavini (ES); Geisa Silva (ES); Iagor Peres (RJ); Isabela Roriz (RJ); Maria Tereza Aigner & Thiago Sobreiro (ES); Rick Rodrigues & Luc - cas Martins (ES); Wayner Tristão (ES); Sandro Novaes (ES); Estela Sokol (SP); Julio Tigre (ES); Fernando Velásquez (artista que é originário do Uruguay e mora em SP); Fernando Augusto (ES); Narcélio Dantas (CE); Kyria Oliveira (ES); Marilá Dordot (MG); Natan Dias (ES); Bea Mar - tins (RJ) e Alexandre Vogler (RJ). No caso das peças temporárias, a previ - são é que permaneçam por um ano, ou seja, até maio de 2023, sendo que alguns traba - lhos podem continuar e entrar no acervo do estado. Nicolas explica que é muito impor - tante o intercâmbio com a produção artística que acontece para além do Estado, uma vez estamos num momento muito potente das ar - tes visuais. “A gente tem uma produção muito fortalecida com o pensamento e a articulação crítica das artes. Essa produção tem se movi - mentando na cena artística daqui de uma for - ma muito fluida. Isso a gente deve aos editais de cultura que incentivam e investem nas pes - quisas dos artistas e, assim, eles têm a possi - bilidade de avançar na pesquisa, de produzir os seus trabalhos e circular”. Também vale destacar a participação dos artistas capixabas em galeria de outros es - tados, como das regiões Sudeste e Nordes - te, em eventos e instituições importantes para arte contemporânea nacional. “A presença do Espírito Santo na cena artística nacional tem aparecido bastante e isso volta o olhar para Estado. A presença de trabalhos de outros lo - cais no Parque da Cultura é reflexo de como estamos nos articulando na cena artística na - cionalmente”, ressalta Nicolas. PARA ALÉM DAS ARTES Durante a visita ao parque há a interlocução com os mediadores que auxiliam, elaboram e ARTE ARTE debatem com o público sobre estes trabalhos de arte contemporânea, os quais se relacio - nam com o espaço da casa. No âmbito tec - nológico, foi desenvolvido um aplicativo gra - tuito que permite ao visitante aprofundar o seu conhecimento, por meio da leitura de al - guns QR Codes instalados nas obras de arte e em outros pontos de interesse. Além disso, nas manhãs de domingo, com início às 9h e encerramento às 13h, acontece o festival “Parque Aberto”. A proposta des - se evento é oferecer à população capixaba, atividades gratuitas de diferentes linguagens artísticas como música, teatro, dança e artes visuais. A programação é sempre variada e os artistas e bandas participantes são, majorita - riamente, locais. O acesso do público é feito através de ingressos gratuitos que podem ser acessados por meio da plataforma Sympla. A primeira edição do “Parque Aberto” aconteceu em julho e, até o momento, já fo - ram realizados mais seis eventos, em domin - gos alternados, com média de visitação é de 400 pessoas por dia. Desde sua primeira edição, o festival tem promovido atividades pautadas na diversidade do público capixa - ba e, até o momento, já passaram pelo Par - que, apresentações de dança flamenca, dan - ça contemporânea, voz e violão, slam, música regional, jazz, música clássica, apresentações de teatro infantil e palhaçaria. Também fo - ram realizadas performances artísticas e al - gumas oficinas como de plantio de mudas de árvores nativas. Futuramente, está prevista a implementa - ção de uma nova entrada, com infraestrutura maior para receber o público. Serão construí - dos dois mirantes e o anfiteatro. “O objetivo é ter mais acesso do público e que a gente consiga abrir mais vezes durante a semana e fazer mais eventos culturais”, conta Nicolas. Para a conservação e proteção do ambiente natural do Parque, cujo acesso é livre aos do - mingos pela manhã, as recomendações per - passam a preservação de uma área natural e a equipe orienta a sobre a preservação da fauna e da flora e a conscientização em relação ao lixo no espaço. Cuidar e valorizar espaços como esses cada vez mais necessários para o fortalecimento da cultura e para a formação de novos aprecia - dores do campo das artes é dever de todos. CONHEÇAS ALGUMAS OBRAS PERMANENTES 1. Movimento à tecnologia, Natan Dias (ES) Natan Dias é artista multidisciplinar do antigo teimoso que, junto ao ferro, compõe, através de geometria, módulos e ações a fim de ma - terializar movimentos da memória. A obra Mo - vimento à Tecnologia surge a partir da obser - vação da cidade e seus trânsitos, que parecem desenhar “cortes” na paisagem. O gesto de ir e vir do facão é o conceito plástico que motiva a forma da obra, realizada a partir de estudos em volumetria e prototipagem. A escultura con - siste em duas grandes peças de aço que, ao se encaixarem, unem matéria e memória. Tra - ta-se, portanto, da materialização de um es - forço que o artista considera desobediente, de tentativas e erros. Com um corpo de trabalho baseado na investigação sobre a tradição e o comportamento do ferro, as tecnologias e a im - portância da teimosia; o artista reflete sobre os apagamentos institucionais e temporais que se conectam com sua origem familiar e ancestral. 2. Estação, Narcélio Grud (CE) Narcélio Grud é um artista visual e músico de Fortaleza. Seu trabalho "Estação" é uma es - trutura escultórica sonora. Além do caráter so - noro, a escultura também traz aspectos visuais Parque aberto 40 • R e v i s t a G a l w a n R e v i s t a G a l w a n • 41

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