Revista Galwan - 2023

E nquanto o mundo inteiro reduziu a de - manda por vinhos, o brasileiro aumen - tou seu consumo, especialmente dentro de casa, durante o ano de 2021. Du - rante a pandemia, em média, foram 2,78 litros de vinho per capita, o que representa um au - mento de mais de 30% do que antes era con - sumido no País. Os dados das empresas de pesquisa Statis - ta, Euromonitor e Nielsen sobre o consumo de vinho no Brasil e no mundo mostraram que ao todo foram consumidos no ano passado 501 milhões de litros de vinho, contra 383 milhões no ano anterior. Ao considerar todos os países da América Latina, o Brasil ficou apenas atrás da Argentina. Os argentinos bebem 30 litros de vinho por ano, enquanto os portugueses, os maiores consumidores individuais do mundo, chegam a 69 litros. Um brinde à vida. Celebrar grandes conquistas, encontrar amigos, confraternizar, vivenciar paixões ou, simplesmente, ter um momento mais intimista em contato consigo mesmo. É hora de erguer as taças. Não há bebida mais versátil, agregadora e acolhedora do que o vinho. Salut: UM BRINDE À VIDA COM INSPIRAÇÕES DE ADEGAS INCRÍVEIS Por Paula Dell’Isola A expansão do consumo nacional de vinhos, claro, tem chamado a atenção do mercado in - ternacional. O Chile, por exemplo, quarto maior exportador de vinhos do mundo em volume, tem o Brasil como o segundo maior destino de suas bebidas, atrás apenas da China. Além das ro - lhas chilenas, vinhos argentinos, portugueses, espanhóis, italianos e franceses também caíram no gosto do brasileiro. Dentro de casa, a Região Sul, especialmente a Serra Gaúcha, concentra 90% da produção da viticultura nacional, mas Rio de Janeiro, Mi - nas Gerais, São Paulo e o Vale do São Francis - co, entre Bahia e Pernambuco, também estão conquistando o mercado. O crescimento do interesse pelo vinho dentro do Brasil nos últimos anos tornou o mercado nacional de consumo da bebida mais maduro. E bebe-se uma grande infinidade de rótulos, vindos das mais diversas partes do mundo e de todos os valores. Para o arquiteto e enófilo Luiz Cola o País é o lugar ideal para quem quer conhecer diferen - tes opções de vinho. “O mercado brasileiro tem uma diversidade de rótulos imensa à disposição dos enófilos”, diz ele. “Dificilmente encontramos tanta diversidade em outros países do mundo e, atualmente, o Brasil é o 3º mercado mundial em diversidade de garrafas. Só perdemos para Estados Unidos e Inglaterra”, conta ele. No Espírito Santo, para Cola, a matriz eu - ropeia da população contribui para a cultu - ra do vinho. “Na Europa o vinho faz parte das refeições e aqui no Estado temos muitos des - cendentes de italianos, ou seja, o vinho está na memória familiar das pessoas”, acredita. Adegas domésticas: omelhor espaço da casa Tanto interesse pelo néctar de Baco também apresenta outros reflexos dentro de casa ou nos restaurantes capixabas. Adegas climatizadas para abrigar os rótulos mais exclusivos estão em alta e é cada vez mais frequente aqueles que se dispõe a construir uma dessas em casa. “É interessante ressaltar que o investimento em fazer uma adega dentro de casa não se li - mita a implantação do espaço em si”, ressalta Cola. “O maior investimento, sem dúvida, será na compra dos rótulos que estarão nessa ade - ga”, completa. Para ele, antes de construir uma adega dentro de casa, o consumidor deve ob - servar alguns fatores. O primeiro deles é o hábito de compra de rótulos. “Acredito que para aquele consumidor que tenha interesse em adquirir em torno de Adega por Paula Martins Arquitetura Casacor ES Adega por Bruna Perim ADEGA ADEGA R e v i s t a G a l w a n • 47 46 • R e v i s t a G a l w a n

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