Revista Galwan 2026

Fotos: Hélio Filho A partir das memórias de infância de quem saía do Centro de Vitória para pegar praia na Sereia e avistava a Casa do Governador de longe, pensando “O que é aquilo?”, a primeira-dama Maria Virgínia Casagrande construiu o caminho da abertura cultural de um espaço que, desde a década de 1930, era exclusivo do poder má- ximo do Estado. Como primeira-dama no terceiro mandato do ma- rido, o governador Renato Casagrande, dona Virgínia, devagarinho, com a fala mansa, acolhedora e inclusiva, foi marcando presença no calendário da arte, da cul- tura, da sustentabilidade e da educação, inserindo o Parque Cultural Casa do Governador no cotidiano dos capixabas, especialmente das crianças, cujas escolas têm acesso ao que ela cresceu vendo de longe. Dona Virgínia toca sua missão como algo leve, sem o peso do poder. Despojada em sua simplicida- de, convenceu a classe artística a ocupar a ampla área verde que culmina com a praia. Agora, obras de arte pousam entre as árvores, passam pelo jardim e chegam à praia. São 80 mil metros quadrados ocupados por Mata Atlântica e pontuados por instalações artísticas – ao todo, 29 obras entre acervo permanente e tempo- rário. A obra mais recente a integrar o espaço é Ondas, escultura de grande dimensão em aço corten, assinada pelo artista Vilar. Todo esse acervo, agora, é coordenado pelo Instituto ArteCidadania (IAC), tendo como diretor Fred Mascarenhas, que revela que o parque está se aproximando dos 200 mil visitantes. “Experimentamos um público maior nos fins de se- mana, com nossa programação aberta”, explica Fred. Outro feito recente do Parque Cultural Casa do Governador foi ter participado de uma feira de arte em nível nacional, no caso, a Arte Rio. O estande do parque cultural ficou ao lado do estande de Inhotim (MG) e Dona Virgínia gostou muito do resultado. “O parque foi pela primeira vez para fora do Estado. Levamos maquetes de obras de alguns artistas e con- seguimos adquirir nossa primeira obra de projeção internacional, que é a Magic Square 5, assinada por Hélio Oiticica”, explica a primeira-dama, que con- versou com a Revista Galwan sobre sua trajetória bem-sucedida. Revista Galwan • 29 CAPA

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