Revista Galwan - 2023
novos ares ao relacionamento para sair da ro - tina, são pequenas coisas que podem ajudar em um momento de frustração. Qual dica para a pessoa que temum relacionamento de muito tempo, sair da rotina? Se tem uma coisa que acaba com o relacio - namento é a rotina. Por isso, não tenha medo de investir em novidades, seja nas aventuras de amor ou nos momentos a dois. Tudo isso contri - bui para levantar o relacionamento e fazer com que a rotina vá para bem longe de vocês dois. Se você é daquelas que vive atarefada com as rotinas de casa, do trabalho e dos filhos, simplesmente, pare e respire. Você precisa de um tempo para você. Converse com um paren - te ou com um amigo e peça para eles ficarem com seus filhos um dia na semana. Aproveite esse momento para sair com o seu parceiro ou, até mesmo, para preparar aquele jantar ma - ravilhoso à luz de velas. Invista em uma linge - rie sensual e aproveite. Não espere uma oca - sião especial para isso. Surpreenda-o em um dia da semana que ele não esteja esperando. Quais os desafios de ser mulher no século XXI, se eles ainda existem? O empoderamento feminino desacomodou os homens também, mas não pensemos que existe aqui um discurso de “perda de poder”, muito pelo contrário. Há um poder compartilhado que envolve muito amor e companheirismo, além da química. Um dos maiores erros de um casal é utilizar o outro com válvula de escape. Ao longo de um relacionamento, sempre vão surgir problemas e desafios. Encontre sempre uma rota de fuga para não descontar no maridão ou na esposa esse stress, como a prática de atividades físi - cas ou outras coisas que tiram esse cansaço. Amulher, que exercemuitos papéis comomãe, esposa, amante e profissional, pode cobrar domarido/ namorado também? Como fazer uma cobrança suave? O diálogo é fundamental. As mulheres acostu - maram a ver os homens como aquelas criatu - ras desprovidas de sentimentos complexos. Mas a verdade – e, meninos, não briguem comi - go – é que os homens têm tanta subjetividade quanto às mulheres – mesmo sem terem TPM. Ela está lá, permeando as atitudes deles que nós não entendemos; que, muitas vezes, nem eles entendem, porque não têm contato com essa subjetividade, já que foram ensinados a reprimir e fugir dela. E, é claro que as consequências disso apa - recem nos relacionamentos afetivos. Às vezes, não é que “ele tem medo de se comprometer”. Talvez, ele não saiba como fazer isso. Não é que ele não queira ser mais carinhoso, que ele não queira ajudar com a casa ou as crianças, pois, talvez, uma parte dele – que pode ser consciente ou inconsciente – diga pra ele que fazer essas coisas seria errado, seria demons - trar “fraqueza”. Esse tipo de construção de comportamen - tos tem reflexo inclusive na vida sexual, tanto de homens que fingem que não se importam com o prazer da parceira – e que na verdade gostariam de ter um desempenho melhor, mas precisariam admitir –, quanto de homens que estão realmente interessados, mas não sabem onde procurar informação, ou como iniciar uma conversa sobre isso com a parceira. A boa notícia – não que eu ache que hou - ve alguma realmente ruim até agora – é que com a valorização das estratégias de desen - volvimento humano os homens têm caminhos, acessos, meios de informação seguros e con - fiáveis para exporem as suas dúvidas e dificul - dades e terem toda a ajuda e apoio que pre - cisam – e pra ser realmente ajuda, tem que ser sem julgamentos. Oamor na terceira idade pode acontecer? Há muito para descobrir? Sim. O próprio conceito de idoso está mudan - do. Antes, o que chamamos de terceira idade — após os 60 ou 65 anos — parecia ser a eta - pa final da vida. Atualmente, a conversa é dife - rente. Entre os 60 e os 80 anos está um grupo que desfruta de boa saúde, não depende dos filhos e ainda têm muita lenha para queimar. É uma turma tão animada que já está rece - bendo um outro nome: sexalescentes, ou seja, sexagenários adolescentes. Imagina o babado! Na vida real, quem gostava de se relacionar continua gostando dessa atividade ao longo do tempo, e consegue até mesmo sentir mais pra - zer, já que a liberdade que existe hoje na so - ciedade permite que as pessoas se expressem com uma naturalidade maior. A queda nos hormônios, que afeta inevita - velmente a libido, também deixou de ser um problema. A terapia hormonal, feita por um número grande de mulheres, combate uma sé - rie de efeitos da menopausa, inclusive aqueles que se relacionam à perda de libido e redu - ção da atividade. Os homens também ganharam alguns re - forços importantes nos últimos anos, e nem sempre precisam de medicamentos para com - bater a impotência. Assim como as mulheres, eles estão apren - dendo a exercitar os músculos pélvicos e com - bater a disfunção erétil com alternativas na - turais e acessíveis a todos. Então, têm mais é que aproveitar, mesmo. Os casais têm que ter o cuidado com a ali - mentação, fazer exercícios físicos e contro - lar outros fatores de saúde como pressão, ní - vel glicêmico, índices de colesterol e triglicé - rides para favorecerem uma boa vida a dois. Companheirismo e cumplicidade são aspec - tos fundamentais. Então, cuide bem desses requisitos para ficar com o corpo em dia e ter disposição, energia e condições de desfrutar o amor na terceira idade. COMPORTAMENTO COMPORTAMENTO 90 • R e v i s t a G a l w a n R e v i s t a G a l w a n • 91
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